Novo Grandland Electric AWD 2026 é o SUV elétrico da Opel que aposta no pacote completo: potência, autonomia realista, tecnologia útil e custo de uso afiado. Com dois motores, 239 kW (325 cv) e até 501 km WLTP, ele entrega tração integral elétrica sem apelar para modismos.
O que faz o Grandland Electric AWD 2026 superar rivais?
Começa pelo essencial: um powertrain de dois motores, 509 Nm imediatos e 0-100 km/h em 6,1 s. Some a isso faróis Intelli‑Lux Pixel HD (50 mil pontos por lado), bancos AGR com massagem e FSD (amortecimento seletivo por frequência) de série no AWD — conforto e controle sem eletrônica cara de suspensão ativa.
A base STLA Medium nativa para elétricos garante centro de gravidade baixo e cabine ampla, mas a Opel calibró tudo com foco em previsibilidade e resposta direta. Quer um paralelo na mesma arquitetura? Vale olhar como o Peugeot E‑3008 interpreta a mesma plataforma com uma filosofia de cockpit diferente.
Como anda: motores duplos, modos e desempenho em números
O motor dianteiro (157 kW) faz o grosso na cidade e estrada; o traseiro (82 kW) entra sob demanda ou contínuo, conforme o modo. Potência total: 239 kW (325 cv). Binário: 509 Nm. Velocidade máxima limitada a 180 km/h para preservar autonomia. Resultado: acelerações seguras e retomadas fortes.
Modos que realmente mudam o carro: Eco prioriza FWD e limita potência; Normal sobe resposta sem devorar kWh; 4WD fixa 50:50 para tração máxima; Sport vai a 60:40 (frente:traseira) para agilidade e neutralidade em curvas. É software bem calibrado, não só um “mapa de pedal”.
Autonomia e recarga: 73 kWh, 160 kW e uso no dia a dia
Bateria NMC com 77 kWh brutos (73 kWh úteis), arquitetura 400V e bomba de calor de série. Consumo homologado na casa de 17,8–18,1 kWh/100 km e até 501 km WLTP. Versões com rodas maiores podem perder alguns quilômetros — normal em SUVs elétricos.
Carregamento AC de 11 kW (0-100% em ~7–8 h) e DC de até 160 kW (20–80% em ~30 min). A estratégia 400V equilibra custo e infraestrutura global. Para uso externo, o V2L fornece até 3 kW — energia móvel para ferramentas, camping ou emergências.
Chassi e conforto: FSD, tração total e equilíbrio dinâmico
O FSD “lê” a frequência das irregularidades: macio no pavê, firme no rolamento de carroceria. O AWD deve usar multilink traseiro pela integração do motor, entregando melhor controle de geometria. A direção é direta e a marca fala em “comportamento estável e previsível” — que é exatamente o que você quer em um familiar rápido.
Se a proposta é racional, a execução tem molho técnico: ESC, direção e barras foram afinados para consistência em alta velocidade e frenagens fortes. Gosta de SUVs elétricos com vocação aventureira? O Opel Frontera Gravel mostra outra face da marca focada em terrenos difíceis.
Interior Pure Panel: é prático, conectado e ergonômico?
Sim. A Opel mantém botões físicos para funções vitais e um touchscreen de 16” levemente voltado ao motorista, com cluster de 10” e HUD. Modo “Pure” reduz distrações. CarPlay/Android Auto sem fio e carregamento por indução estão no pacote — com assistente de voz integrado.
Bancos dianteiros AGR com aquecimento, ventilação e massagem; traseiros externos aquecidos. O truque Intelli‑Seat alivia pressão no cóccix em viagens longas. É um interior pensado para uso real, não só para foto de release.
Espaço, bagageiro de 485 L e reboque: atende famílias?
Dimensões generosas (4.650 x 1.905 x 1.660 mm, entre‑eixos de 2.784 mm) e as pernas traseiras ganharam 20 mm. O AWD perde volume pelo motor traseiro: 485 L com bancos erguidos (até 1.580 L rebatendo 40:20:40). Sem frunk. Reboque com freio: até 1.350 kg.
Quer validar a habitabilidade na prática e comparar com a geração recente? Veja nossa análise dedicada do espaço interno do Grandland e entenda como a plataforma otimiza piso plano e porta‑objetos inteligentes.
Segurança e ADAS: o que há de série e o que faltou?
Já vem com ACC com Stop&Go, AEB para veículos/peões/ciclistas, leitura de placas, manutenção e centragem de faixa, monitoramento de ponto cego e câmera 360°. O pacote Intelli‑Drive 2.0 adiciona troca de faixa semiautomática e ajuste inteligente de velocidade em curvas.
Em testes padronizados, a estrutura foi bem e os ADAS principais funcionam; perde pontos em itens “nice to have” de última geração (ex.: airbag central entre ocupantes). Se comparado a concorrentes diretos, a oferta de segurança ativa é robusta, embora alguns rivais apostem em pacotes mais extensos por preço maior.
Quanto custa e qual é o TCO frente aos concorrentes?
Para referência, a versão topo costuma orbitar ~€59.900 (Ultimate). Garantia de bateria: 8 anos/160.000 km com 70% de SOH — essencial para valor residual. Manutenção é simples em EVs: menos desgaste de freios por regeneração e inspeções mais espaçadas.
No TCO, o “combo” de consumo competitivo, depreciação comedida e pacote fechado de equipamentos ajuda frotas e pessoa física a pagarem menos ao longo do ciclo. A proposta é clara: não ser o mais radical em nada, e sim o mais coerente no conjunto.
Comparativo rápido vs. concorrentes
- Potência: 239 kW (325 cv)
- 0-100 km/h: 6,1 s
- Bateria útil: 73 kWh
- Autonomia WLTP: até 501 km
- Carga DC: 160 kW (20-80% ~30 min)
- Bagageiro AWD: 485 litros
- Reboque (com freio): 1.350 kg
Entre rivais diretos, o Grandland fica perto dos líderes em alcance e desempenho, e ganha pontos em ergonomia e iluminação. Na faixa, vale comparar com o Audi Q4 e‑tron 2025 pela eficiência e com SUVs compactos elétricos mais acessíveis quando o foco for cidade.
Se sua prioridade é um EV mais compacto, leve e com proposta aventureira de fábrica, o Volvo EX30 Cross Country também entra no radar — mas entrega um conceito e porte diferentes do C‑SUV da Opel.
FAQ — dúvidas que todo comprador faz
- O AWD consome muito mais que o FWD? Um pouco a mais, sim. O benefício é tração superior, melhor 0‑100 e segurança em pisos de baixa aderência.
- Os faróis Intelli‑Lux fazem diferença? Muito. Mantêm “altos” sem ofuscar, recortando com precisão. Segurança e conforto real em viagens noturnas.
- Ele é rápido de carregar? 160 kW DC é competitivo. 20‑80% em ~30 min atende bem rotas longas com paradas curtas e previsíveis.
- É confortável em piso ruim? O FSD filtra alta frequência e firma a carroceria em baixa frequência. Resultado: menos sacolejo e mais controle.
- Vale a versão AWD? Se você busca performance consistente, clima adverso e reboque, sim. Para uso urbano puro, o FWD já atende.
Agora é com você: o Grandland Electric AWD 2026 acerta no equilíbrio ou faltou ousadia? Conte nos comentários que rival você colocaria frente a frente e por quê.
Author: Fabio Isidoro
Fundador e editor-chefe do Canal Carro, dedica-se a explorar o universo automotivo com profundidade e paixão. Entusiasta de carros e tecnologia, produz conteúdos técnicos e análises detalhadas sobre veículos nacionais e internacionais, unindo informação de qualidade e olhar crítico para o público.